Aviso Agricola Dão Nº1/19

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MACIEIRA

A poda é uma das medidas culturais determinantes para reduzir a incidência de um conjunto de problemas fitossanitários que afetam a cultura, nomeadamente, o Cancro Europeu. Deste modo preconizam-se algumas práticas culturais que visam evitar a dispersão da doença:

1. Na poda, suprimir ao máximo os ramos com cancro, que devem ser retirados do pomar e queimados.

2. Os cancros dos troncos e pernadas, que não se possam retirar através da poda, devem ser limpos com um canivete, retirando o tecido doente até à parte sã. Esta operação deve ser realizada de preferência com o tempo seco.

3. A parte limpa deve ser desinfetada com uma pasta fungicida (produto cúprico diluído em água) ou isolante apropriada para o efeito.

4. Após a poda, deve realizar um tratamento generalizado com uma calda fungicida à base de cobre.

Sempre que possível, elimine também os ramos que apresentem sintomas de Pulgão-lanígero e Cochonilha de São José. A fim de evitar a dispersão destes inimigos, opte por podar primeiro as árvores sãs. Realize podas equilibradas de forma a controlar o vigor das plantas. Os cortes devem ser rentes, lisos e inclinados, de modo a facilitar a cicatrização e evitar infeções. Os utensílios de corte devem ser desinfetados (ex. álcool) e também é recomendável eliminar frutos mumificados atacados pela Moniliose, que ficam suspensos nas árvores. Estes frutos devem ser retirados do pomar e queimados junto com a lenha de poda.

 

PESSEGUEIRO, CEREJEIRAS E PRUNÓIDEAS NO GERAL

Cancro, Crivado, Lepra e Moniliose

Recomendamos a realização de tratamento com um produto à base de cobre, após a poda e antes do abrolhamento (B – Inchamento do gomo). O tratamento deve atingir o mais possível o tronco e os ramos das árvores. As feridas e os cortes de maior dimensão causados pela poda devem ser pincelados com uma pasta cúprica.

 

OLIVEIRA

Devido à elevada sensibilidade da oliveira ao frio e geadas, só se aconselha a realização da poda a partir de meados de março. Nesta altura e para que haja renovação da rama, recomenda-se o arejamento da copa e a retirada de ramos doentes, pois fortes ataques de Olho-de-Pavão, Cercosporiose e Gafa provocam desfoliações intensas e o enfraquecimento da árvore. Para este conjunto de doenças, recomenda-se a realização de tratamentos, desde o início vegetativo, com produtos à base de cobre. Leia atentamente o rótulo e confirme se o mesmo se encontra homologado para a(s) finalidade(s) pretendida(s).

Informação Fitossanitária – Xylella fastidiosa

Foi identificado em Portugal o primeiro foco de Xylella fastidiosa em plantas do género Lavandula, ornamental vulgarmente conhecida por lavanda, sem sintomatologia da doença, em Vila Nova de Gaia. As autoridades nacionais desencadearam já todas as ações recomendadas, tendo em vista a identificação e contenção da situação. Para mais informações, consulte o portal da DGAV ou os serviços de inspeção fitossanitária da DRAPC.

 

CITRINOS

Míldio, Antracnose e Alternariose

Como medidas culturais promova a circulação de ar e entrada de luz na copa das árvores, a drenagem do solo e mantenha a cobertura vegetal. As aplicações, dirigidas ao terço inferior da copa das árvores, devem ser realizadas em períodos em que não ocorra precipitação nas 48 horas seguintes. Psila Africana dos Citrinos (Trioza erytreae) Ao abrigo do nº1 do artigo 20º do Decreto-Lei nº 154/2005, alertam-se todos os proprietários de plantas de citrinos localizadas nas freguesias de S. João da Serra, Arcozelo das Maias e Ribeiradio do concelho de Oliveira de Frades e freguesias de Manhouce e Valadares do concelho de S. Pedro do Sul, para a obrigatoriedade de realizar tratamentos à rebentação repetidos de 2 a 3 semanas. Os produtos de uso profissional autorizados são ACTARA 25WG, CONFIDOR Q-TEQ, NUPRID 200SL, EPIK SG e DELEGATE 250WG e de uso não profissional o POLYSEC ULTRA PRONTO. Consulte aqui o Edital.

 

VINHA

Doenças do Lenho da Videira (Esca, Botriosfériose/BDA)

A prevenção durante a época de poda continua a ser a melhor prática para o controlo destas doenças. Reveja as recomendações para doenças do lenho indicadas na última circular de avisos de 2018.

Escoriose

A escoriose é uma doença que provoca fendilhamentos nos entrenós da base dos novos lançamentos, enfraquecendo-os e provocando a morte de olhos da base da vara. Nos casos mais severos, pode levar a atraso e diminuição da produção causando também perda de madeira para a poda do ano seguinte. Para prevenção e controlo desta doença deverá:

1. podar as videiras com sintomas separadamente;

2. eliminar os restos da poda queimando-os ou por compostagem durante 6 meses, triturando-os e misturando-os com esterco animal;

3. não enxertar com garfos provenientes de cepas ou vinhas atacadas.

Se tem vindo a verificar falta de rebentação nos olhos da base, na poda curta ou de talão, poderá deixar um olho a mais do que o normal para compensar a falta de rebentação dos gomos da base. Em podas longas, as varas afetadas com escoriose terão maior tendência a quebrar ao ser gemidas. Conheça estas doenças consultando: http://www.drapc.minagricultura.pt/base/documentos/folheto.pdf.

Cuidados com a aquisição de novas videiras

Adquira apenas plantas com etiqueta de certificação (cor azul ou laranja). Se as plantas forem vendidas em molho, o mesmo deve vir firmemente cintado com a respetiva etiqueta indicando qual a variedade e ou o porta-enxerto. A etiqueta deve indicar que o material é da presente campanha 2018/2019. As plantas vendidas individualmente têm de ter uma etiqueta individual. A certificação garante as variedades, a qualidade das plantas e o seu bom estado sanitário.

Cigarrinha da Flavescência Dourada (Scaphoideus titanus Ball.)

Reforçamos as recomendações enviadas na última circular de aviso de 2018, onde aconselhamos a retirada e queima de toda a madeira com dois ou mais anos. Este procedimento visa reduzir a população do vector da doença Flavescência Dourada, o inseto Scaphoideus titanus. Este procedimento é particularmente recomendado nas freguesias mencionadas no quadro seguinte, onde, decorrente dos trabalhos de prospeção, já foi detetada a presença do inseto.

Mangualde: Alcafache; Espinho; União de Freguesias de Moimenta de Maceira Dão e Lobelhe de Mato; Fornos de Maceira do Dão.

Nelas: Nelas; Senhorim; União de Freguesias de Carvalhal Redondo e Aguieira; União de Freguesias de Santar e Moreira; Vilar Seco.

São Pedro do Sul: Serrazes; União de Freguesias de São Pedro do Sul, Várzea e Baiões.

Tondela: Lajeosa do Dão.

Viseu: Fragosela; Ranhados; São João de Lourosa; Silgueiros.

Vouzela: São Miguel do Mato; União de Freguesias de Fataunços e Figueiredo das Donas.

 

Horas de Frio – Informação

Viseu/EAViseu: 526
Tondela/Lobão da Beira: 232
São Pedro do Sul/Várzea: 420
Nelas/CEVDão: 249
Gouveia/Nabais: 412.

 

PROTEÇÃO INTEGRADA

Sr. Agricultor aplique na sua exploração os seguintes princípios da Proteção Integrada que visam reduzir os riscos e efeitos na saúde humana e ambiente, promovendo a proteção fitossanitária com baixa utilização de pesticidas:

-Previna o aparecimento dos inimigos das culturas recorrendo a medidas culturais: poda, limpeza das parcelas, rotação de culturas.);
-Utilize métodos que permitam acompanhar o desenvolvimento dos inimigos (ex. armadilhas, observação visual, etc.);
-Reduza ao máximo a utilização de pesticidas e dê preferência aos meios de luta não químicos (ex. captura em massa, confusão sexual, etc.);
-Quando aplicar pesticidas, opte pelo mais selectivo para o inimigo da cultura e o menos nocivo para o aplicador, ambiente e fauna auxiliar;
-Recorra a estratégias anti-resistência por forma a manter a eficácia dos produtos;
Relembramos que o registo das aplicações de produtos fitofarmacêuticos nas explorações agrícolas é obrigatório por lei. Para esse efeito utilize a ficha de registo enviada em anexo. Guarde os comprovativos de aquisição dos produtos fitofarmacêuticos durante 3 anos.

 

Consulte o Boletim no Serviço Nacional de Avisos Agricolas: Boletim Agricola Completo

Fonte: Estação de Avisos do Dão